Empresas de outdoor entram com mandado de segurança contra Prefeitura de Londrina

As empresas de outdoors de Londrina estão entrando com um mandado de segurança contra a Prefeitura de Londrina visando aumentar em mais um ano o prazo

de adequações à Lei Cidade Limpa. A medida surge em menos de uma semana para o término do período estipulado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que vence na próxima terça-feira (2).

Segundo o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Paraná (Sepex), Carlos Roberto Cardoso, o mandado de segurança seria impetrado nesta quarta-feira (27).

Cardoso disse que a medida serve para reestabelecer o prazo que foi firmado pela CâmaraTécnica, de dois anos. “A Câmara Técnica já tinha aprovado esse prazo, mas quando o projeto seguiu para o Executivo eles fizeram a alteração para um ano”, comentou.

O vice-presidente do Sepex garantiu que a legislação será cumprida e que os empresários correm contra o tempo para conseguir seguir as padronizações da prefeitura. Ele contou que cerca de 25% dos empresários do ramo ainda não fez a troca das estruturas de madeira por metálicas. “É um número baixo. Se a intenção do projeto é sobre a poluição visual, nós já fizemos todas as adequações. Mas para um leigo, que não entende da área, não faz diferença a canaleta de madeira”, comentou.

Uma proposta que também foi adotada pelo sindicato foi o apoio da Câmara Municipal de Londrina, com um projeto de autoria do vereador José Roque Neto (PTB) solicitando novo prazo para as empresas. O projeto foi adiado e só entrará em pauta após o retorno do recesso parlamentar, que ocorre no dia 2 de agosto.

Cardoso comentou que caso o projeto venha a ser aprovado, esta será uma precaução sobre qualquer multa aplicada, pois a infração poderia ser revista pela CMTU. Dos 600 outdoors, Londrina deve ficar com 250 após o término das adequações.