Empresas de outdoor conseguirão se adequar até 2 de agosto, na Lei Cidade Limpa, em Londrina

As empresas de outdoors devem conseguir se adequar até o dia 2 de agosto, quando começa a fiscalização e a punição da Lei Cidade Limpa em Londrina. A afirmação

é do vice-presidente do Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Paraná (Sepex), Carlos Roberto Cardoso.

Em um tom mais ponderado, depois de semanas reivindicando mais tempo para as modificações, Cardoso disse que as empresas estão correndo contra o tempo, mas ele acredita que será possível arrumar praticamente todas as estruturas até o final do prazo. A Lei Cidade Limpa prevê vários critérios para as instalações de outdoors, entre eles a troca das estruturas de madeira por metálica.

Na lei, as empresas ganharam um ano para fazer as adequações, mas o Sepex havia convocado a Câmara Técnica em uma reunião extraordinária no dia 29 de junho para pedir a prorrogação do prazo para dois. Cardoso explicou que o período de dois anos tinha sido decidido na Câmara Técnica, mas foi modificado quando a lei foi para o executivo.

Ele afirmou que as empresas de publicidade externa se sentiram prejudicadas com a modificação. “Sentimos prejudicados com a mudança de texto, foi o que o executivo fez. Legalmemte falando, o executivo tinha autonomia para isso, mas pelo lado ético nós participamos de 14 reuniões da Câmara Técnica que deveriam ser respeitadas”, defendeu.

Para ter os dois anos garantidos, o Sepex buscou apoio na Câmara Municipal para modificação do artigo que trata do prazo. O vereador José Roque Neto (PTB) escreveu o projeto que está em tramitação e só será votado após o dia 2 de agosto, pois o legislativo entrou em recesso parlamentar. Para Cardoso, o projeto é uma precaução para alguma estrutura que não seja adequada até o prazo final. Se os vereadores aprovarem a lei, acredita-se que qualquer multa aplicada possa ser revista.

Um dos principais motivos alegados pelo Sepex para o adiamento do prazo é o alto custo das estruturas metálicas, cerca de cinco vezes mais caras do que as de madeira. Segundo Carlos, o impacto financeiro será alto, principalmente porque parte das estruturas já havia sido trocada por uma madeira tratada que dura dez anos, mas que agora precisa ser jogada fora.

Dos 600 outdoors, Londrina deve ficar com 250 após o término das adequações. Mesmo com a diminuição de número em um primeiro momento, o vice-presidente do Sepex acredita que as empresas devem pulverizar melhor os espaços e devem manter o faturamento.

“É uma diminuição hoje, mas estamos remajenando os pontos, o que é uma coisa morosa porque depende da autorização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Nós vínhamos focando no Centro, aeroporto, shopping. Agora deve pulverizar em outras grandes vias de fluxo, como a Arthur Thomas e Wintson Churchill”, informou.